domingo, 13 de maio de 2012

For those who believe


Ingredientes:
2 bancos Fiesta novo,
8 parafusos
8 porcas,
8 arruelas lisas,
8 arruelas de pressão,
vários arranhões na mão,
uma dor na coluna no dia seguinte,
um pouco de chuva,
um pouco de barrro,
apoio.

Modo de fazer:
Junte um pouco coragem, um pouco de sonho, um pouco de conhecimento. Salpique o apoio misturado com incentivo. Misture os ingredientes, capriche na arte final e bom apetite!

P.S. Em tempo, acrescentar aos ingredients, a magia do Encantado...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Quatro Árvores, Três Histórias I - A Quaresmeira

Ainda em 2010, estávamos procurando as terras onde seria o Encantado. Já tínhamos visto vários sítios, acionado todos os corretores e até feito algumas propostas, mas a equação custo x satisfação ainda não estava completa.
Naqueles dias, esse era nosso único assunto, uma forma de esparramar para todo mundo o que queríamos e tentar achar o outro lado da história: alguém que precisasse vender o que gostaríamos de comprar.
E foi assim que um belo dia (na verdade, uma noite), numa festinha com a presença de muitos professores, encontramos com o Luciano Gallo, professor de Geografia, com quem nos sentamos para tomar umas cervejas. Ele é companheiro de alguns papos, e quando falamos no projeto Encantado, ele gostou muito e falou que o Dimas, esposo da Professora Elenise estava vendendo um sitiozinho que parecia ideal para o que queríamos. A esperança crepitou altamente eo resumo da ópera foi que acabamos comprando do Dimas (mais alguns detalhes na história da paineira).
Ainda conversamos muito no projeto Encantado com o Luciano e quando eu disse iria plantar árvores dedicadas a pessoas, ele já reservou a sua: a quaresmeira. Logo no começo de 2011 comprei a muda, mas acabei ficando impedido de plantar e fomos cuidando de nossa mudas até poder plantá-las. Assim, merecidamente, mesmo com uma demorazinha, enfim saiu o plantio da quaresmeira. Em honra do Luciano que nos ajudou a achar as terras do Encantado.
Agora é esperar o crescimento e florescimento da árvore. Depois, pousar os olhos em sua beleza e refletir que a vida vale a pena.

domingo, 22 de abril de 2012

Quatro Árvores, Três Histórias

Março/abril. Fim da chuvas e a pressa de plantar as árvores. A disponibilidade de tempo é pouca, os serviços são muitos... Separei as árvores em três lotes: as frutíferas, as ornamentais e as madeiras nobres. A preferência para plantio foi para as frutíferas, já que resultariam em reflorestamento e possiblidade de colheita de frutas, além de garantir alimentação para os bichos e recuperar recursos ecológicos. As outras qualidades, de vez em quando plantava uma. E assim, foram ficando de lado algumas árvores ornamentais. Não fazia sentido plantá-las no meio do mato. Precisavam ter destaque, estar ao alcance da visão, compor a paisagem. Aí, separei um encosta acima da casa, um lugar que podia ser visto da aranda, ao final da tarde, para colocar algumas dessas árvores. Abri um picada no meio do mato, roçando o capim e para ali destinei uma paineira, dois ipês bancos e uma quaresmeira rosa. Foi curioso perceber que todas essas árvores tinham histórias e destinatários. Quatro árvores, três histórias que ainda vão ser contadas.

domingo, 8 de abril de 2012

Mesa II - Teia de Renda

E aproveitando o assunto anterior, vejam a toalha de mesa que minha irmã Rosângela fez para nós:Habilidade aprendida e herdada diretamente das mãos de nossa mãe.

Teia de Renda
Milton Nascimento e Túlio Mourão

De mil canteiros de ilusões
Brotam desejos que já vivi
Já conversados, já tão sentidos
Campos de força, tempos atrás.

Em meu destino o que restou
Marca profunda de muito amor
Tão procurada, iluminada
Essa loucura que me abraçou.

O que se deu, que se trocou
Quanta verdade a se entrelaçar
Que se sofreu, o que se andou
Quase ninguém nos acompanhou.

O que me cerca, onde hoje estou
Numa saudade sem tempo e fim
Acomodada, gente parada
Teia de renda que me cercou.

Eu não aceito o que se faz
Negar a luz fingindo que é paz
A vida é hoje, o sol é sempre
Se já conheço eu quero é mais.

O que se andar, o que crescer
Se já conheço eu quero é mais
Eu não aceito o que se faz
Negar a luz fingindo que é paz.

E a natureza, sem mãos, também tece suas tramas:

domingo, 1 de abril de 2012

Mesa

Ainda no comecinho de agosto de 2011, recebi um email do meu amigo Rivelino intitulado "Um Poema com a cara do Encantado - O Relógio"(clique aqui para conhecer).Gostei da poesia e dei uma pesquisada na autora (mineira)e achei umas coisa bem interessantes.

Na época, estava orçando a mesa para o Encantado, procurando algo rústico, não muito caro, e com lugar para pelo menos dez pessoas (na verdade, dez amigos).
Achei essa mesa da fotografia ao lado, e, graças ao email do Rivelino, achei também a poesia dessa mesma autora:



Mesa
A. M. Marques

Mais importante que ter uma memória é ter uma mesa
mais importante que já ter amado um dia é ter uma mesa sólida
uma mesa que é como uma cama diurna
com seu coração de árvore, de floresta
é importante em matéria de amor não meter os pés pelas mãos
mas mais importante é ter uma mesa
porque uma mesa é uma espécie de chão que apoia
os que ainda não caíram de vez.

Minha mesa está lá, firme como minha teimosia. E quando às vezes, me sento nela, em frente do meu bem, sinto que meu chão é forte, que o coração da mata palpita seu ritmo tranquilo, que não vou meter os pés pelas mãos. E que minha mesa vai guardar minha memória.

(Tem mais poesias da autora aqui para quem quiser conhecer)

segunda-feira, 19 de março de 2012

A beleza se derrama pelos olhos de quem a vê.


Apenas Mais Uma de Amor
Lulu Santos


Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz.

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer .
(Toda vez que escuto essa música, lembro de meu amigo, Moisés, que sacaneou todo mundo, partindo antes do combinado) A beleza é mesmo tão fugaz...
































Viu?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Anjos

Pé De Jenipapo
Grupo Raízes

Autor: Tino Gomes E Charles Boavista

No alto daquela serra
Onde a noite engole o dia,
Pus seu nome numa pedra
Onde nenhum nome havia.
E tem um pé de jenipapo
Onde duas vezes no ano
Eu vou lá pra me alembrar.
E fiz um A
E fiz um N
E fiz um G
E fiz um E
E fiz um L
E fiz um A
E deixei lá.

Dizem que existem anjos... Dizem que os anjos voam, mas há anjos que caem. No filme "Cidade dos Anjos", o melancólico anjo interpretado por Nicolas Cage tem de cair para se tornar humano e poder sentir o cheiro do vento, o calor do sol, a dor, a fome e a satisfação dela. Teve de perder a imortalidade para viver o amor e perdê-lo para a morte em dois dias. Mas disse que tinha valido a pena.

Dizem que anjo é fantasia. Outros dizem que anjos têm nome, quase sempre terminado em "el": Gabriel, Miguel, Azazel. Dizem que os anjos olham por nós: da Guarda, d'Anunciação, do Juízo Final.

Alguns dizem que anjos são pessoas, outros, que pessoas são anjos. Quem sou eu para saber???
Só sei que em agosto de 2011, plantei às margens do Santana, dois pés de jenipapo, para cada um de meus "Anjo-Rosa".



(Para quem não entendeu quem são meus "Anjos-Rosa", tente em inglês Rose Angel).